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Após ter parto de forma equivocada, bebê morre após 12 dias de internação e Maternidade de Cajazeiras demite médico por suposto erro

O filho da Cajazeirense Fernanda Pereira Freitas faleceu na maternidade da cidade de Patos, após 12 dias de internação.
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Fernanda deu entrada na Maternidade Dr. Deodato Cartaxo, no Hospital Regional de Cajazeiras, por volta das 15:30 da tarde do último dia 26 de junho, para ganhar bebê, mas, a jovem só foi atendida às 20:00 horas após entrar em trabalho de parto.
Porém, até as 23:00 ela ficou na enfermaria sentindo fortes dores. Somente após reclamar bastante das dores é que ela foi levada para a sala de parto.

A jovem foi atendida pelo medico João Fabio, o mesmo insistiu durante muito tempo em fazer o parto natural, o que pode ter agravado a situação do bebê, que nasceu sem oxigênio no cérebro, visto que Fernanda só foi encaminhada para cirurgia às 00:20, quando o médico finalmente percebeu que o bebê não nasceria de parto natural.

No entanto, ela e a criança já haviam passado por muito esforço físico. Na cirurgia ela apresentou quadro de hemorragia, porém não foi transferida para a UTI.
Ao chegar em Patos e ver o bebê, a mãe presenciou o mesmo tendo uma parada cardíaca, o que levou ao óbito.
O assessor de comunicação Daniel Oliveira do Hospital Regional de Cajazeiras confirmou em entrevista que o médico João Fábio conduziu o parto de forma equivocada e que por isso foi demitido.

“Realmente tivemos esse caso na Maternidade Dr. Deodato Cartaxo, mas vale salientar que o profissional médico que conduzia o parto agiu de forma errônea quando na oportunidade não apontou que a paciente deveria realizar o parto cesáreo. Inclusive toda a equipe de enfermagem indicou ao médico a necessidade de fazer o parto cesáreo, mas o médico insistiu. Abreviando o relato, este profissional, por ter cometido este erro, não haveria outra forma de punição a não ser a demissão, e assim foi feito. Após uma análise do fato, a direção do Hospital Regional de Cajazeiras resolveu demitir o profissional no dia seguinte do acontecido, deixando como exemplo para os demais profissionais da casa. O erro foi único e exclusivo do médico. A direção não interfere em condutas médicas, mas quando se trata de certa conduta que está clara que está errada, fazemos a interferência”, escreveu o assessor de comunicação Daniel Oliveira.

Diario do sertão

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