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Secretária de Meio Ambiente do Conde-PB, Vescijudith Fernandes participa de encontro em Recife sobre petróleo  cru  nas  praias   do Nordeste

Os estados do Nordeste que tiveram praias sujas de petróleo cru irão denunciar o caso à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal. A decisão foi tomada na tarde de terça-feira (1º) de outubro, após reunião na vice-governadoria de Pernambuco com o Ibama, Marinha, representante da Capitania dos Portos e representantes das agências estaduais de meio ambiente do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Pernambuco.

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Apesar de não estarem presentes na reunião, Maranhão e Piauí também assinarão a denúncia, junto aos outros. Independentemente do resultado da investigação, há o entendimento de que se trata de um crime ambiental, já que o dano à natureza já foi consumado.

Do Estado da Paraíba participaram do encontro a secretária de Meio Ambiente do Município do Conde, Doutora em Direito Ambiental (Universidad de Salamanca – Espanha), Vescijudith Fernandes Moreira, representantes da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Secretaria de Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente e o secretário de  de Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura de Cabedelo,  Walber Farias Marques.

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Ao todo, 114 locais foram poluídos pelo material. Até o momento, foram coletados mais de 40 amostras de conteúdo nos oito estados afetados (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe). No caso de PE, PB, AL e RN, os testes atestam ser petróleo cru. As outras localidades ainda aguardam anúncio dos resultados.

A substância foi identificada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como um hidrocarboneto derivado do petróleo, popularmente conhecido como “piche”. Após análises, a Petrobras afirmou que o óleo encontrado não é produzido no Brasil, nem de responsabilidade da empresa, mas se prontificou a atuar na limpeza de praias a pedido do Ibama. Os trabalhadores que estão sendo contratados pela petrolífera são agentes comunitários, pessoas da população local, que recebem treinamento prévio da empresa para ocasiões em que forem necessários os serviços de limpeza.

  • Paraíba

 

De acordo com o Ibama, foram registrados 16 pontos com manchas de óleo no estado:

  • Rio Tinto – Barra do Mamanguape, Campina, Lagoa de Praia e Oiteiro
  • Conde – Todas as nove praias
  • João Pessoa – Tambaú, Bessa e Cabo Branco
  • Cabedelo – Intermares, Praia do Poço, Praia de Camboinha, e Praia Formosa
  • Mataraca – Barra do rio Camaratuba

“O petróleo bruto é uma complexa mistura de hidrocarbonetos, que apresenta contaminações variadas de enxofre, nitrogênio, oxigênio e metais. Por este motivo, é importante que a população evite contato direto com a substância encontrada nas praias”, informa a secretária de Meio Ambiente do Município do Conde, Vescijudith Fernandes Moreira.

“Não se trata de acidente. Foi um crime ambiental. Houve danos à economia, à população e, principalmente, ao meio ambiente. Não temos como mensurar os gravíssimos danos.  Em Conde todas as suas nove praias – 20 km de extensão, sofreram o problema, desde Barra de Gramame até Tambaba. O Município de Conde, através da Secretaria do Meio Ambiente e da Defesa Civil, desde o primeiro momento, identificou o problema como crime ambiental e acionou a Polícia Federal, o IBAMA, a SUDEMA, a Capitania dos Portos. A Polícia Federal e a Capitania coletaram o material oleoso; a SUDEMA, a água para fazer o teste de balneabilidade. Tendo feito essa operação. A SEMAM e a Defesa Civil fizeram seus respectivos relatórios e os enviou às autoridades competentes, além do que participaram desse primeiro momento, o Ministério Público Federal l(MPF) e o Ministério Público Estadual. Ainda não recebemos relatórios dos órgãos mencionados“disse a secretária de Meio Ambiente do Município do Conde, Vescijudith Fernandes Moreira.

 

 

 

 

 

Abdias Duque de Abrantes

Jornalista MTB-PB Nº 604

 

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