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Traficante Elias Maluco é encontrado morto em presídio

O Departamento Penitenciário Nacional (DPN) divulgou nesta terça-feira (22) a morte do traficante Elias Pereira da Silva, mais conhecido como Elias Maluco, na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Segundo o DPN, o detento se matou.
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“O local foi preservado até a chegada da Polícia Federal, que foi acionada para fazer a perícia.
A família foi comunicada pelo Serviço Social da unidade. O Depen Informa, ainda, que preza pelo irrestrito cumprimento da Lei de Execução Penal e que todas as assistências previstas no normativo são garantidas aos privados de liberdade que se encontram custodiados no Sistema Penitenciário Federal”, afirmou o departamento em nota.
Elias Maluco foi um dos maiores traficantes de drogas do Rio de Janeiro. Ele fazia parte da facção criminosa Comando Vermelho e chefiava o tráfico de drogas em trinta favelas do Complexo do Alemão e da Penha.
O criminoso foi preso em setembro de 2002. Mesmo encarcerado, ele era apontado como mentor de ataques de facções, que geraram duas grandes ondas de violência no Rio de Janeiro, uma em 2006, outra em 2010.
Elias ganhou o apelido de “maluco” por causa dos métodos utilizados para torturar e matar suas vítimas.
Caso Tim Lopes
Após três meses de investigação e caçada policial, Elias foi preso no dia 19 de setembro de 2002, por torturar e assassinar o jornalista Tim Lopes, que fazia uma reportagem investigativa sobre prostituição infantil e tráfico de drogas na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, zona Norte do Rio de Janeiro.
Após ter sido descoberto com uma câmera escondida quando tentava registrar a venda de drogas em um baile funk na comunidade, Tim foi sequestrado, teve os olhos queimados com cigarro e foi esquartejado. O corpo do jornalista foi carbonizado com uso de pneus e gasolina.
O crime gerou grande comoção e deu início a uma série de manifestações pela liberdade de imprensa e contra a violência no Rio.
Sinara Peixoto, da CNN em São Paulo Otávio Magalhães/Estadão Conteúdo (19/09/2002)

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