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GAZETA [ José Antonio de Albuquerque] TRAIÇÃO E COVARDIA

A cidade de Cajazeiras mais uma vez está vendo uma grande obra “escapar” de suas mãos. O Novo Hospital Universitário do Sertão, cujo projeto foi elaborado (?) pelo escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e custou a bagatela de quatro milhões de reais e que teve a decisiva ação parlamentar do senador Raimundo Lira para conseguir estes recursos, sequer os seus engenheiros e arquitetos o teria entregado a EBSERH (Empresa de Serviços Hospitalares).

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A obra está orçada em 169 milhões de reais e teria 200 leitos, além de UTI Neonatal e adulta e iria gerar mais de mil empregos, com a contratação de médicos e demais servidores para o seu pleno funcionamento. Cajazeiras desejava ser o terceiro polo de saúde da Paraíba. Quem nos traiu? Um fato deve ser ressaltado: a sociedade civil organizada tomou ciência e está em silêncio, não fez o barulho e o estardalhaço que merece o fato, nos acovardamos, infelizmente.

O HU Sertão, depois da implantação dos cursos universitários, seria uma das maiores conquistas da cidade nos últimos tempos e o objetivo maior desta obra, além da melhora na área de saúde,  era o de fortalecer os novos cursos de medicina criados no interior do país, dentre eles o de Cajazeiras, cuja conquista simbolizam ainda hoje a garra, a resistência e o destemor dos filhos desta terra.

Uma das causas da não construção deste hospital é o de que ele estaria inserido no programa “Mais médicos” e com a mudança de governo, deixou ser um “Programa de Governo”, mas mesmo diante desta situação os projetos iam sendo tocados e no ano passado a bancada federal destinou uma emenda de 25 milhões de reais para começar a construção do hospital. Este ano o governo contingenciou 30%, e ficou reduzido para R$18 milhões.

E fica a pergunta: sem projeto e sem licitação o que fazer com estes 18 milhões de reais?  Qual o destino que o Reitor Vicemário vai dar a estes recursos, que em minha opinião pertence a Cajazeiras?

Mas vamos ficar de braços cruzados? Vejo a necessidade de uma reunião do Comitê Pró-HU com o reitor Vicemário e com deputados federais e estaduais votados em Cajazeiras para estudar e analisar viabilidades e traçar estratégias para a retomada da luta para a construção do hospital. Será que iremos esmorecer? Quedar-se diante deste primeiro obstáculo? Nunca na história desta cidade tomamos atitudes que nos levem a pensar que somos covardes.

Vale lembrar o celebre episódio da linha férrea: mesmo sabendo que a luta estava perdida, o povo de Cajazeiras foi acordado em plena madrugada, com a voz de Itamar Lavor, num carro de som, conclamando a todos para não permitir que os trilhos de ferro, por onde o trem passava, fossem arrancados e seu clamor foi atendido e uma “tropa de choque” não permitiu que o maior símbolo do progresso da cidade fosse destruído, antes da última gota de oxigênio que ainda restava nos pulmões para gritar e resistir.

Para meditar: é num momento deste que sentimos a falta de um representante, filho de Cajazeiras, no Congresso Nacional, para lutar em defesa das grandes lutas desta cidade. E ainda: estaríamos sendo “traídos”? Espero que não. Por que este projeto, que foi pago, não foi entregue? O que existe por trás disto? Não sabemos.

Fonte:  Professor Jose Antonio de Albuquerque – Gazeta do Alto Piranhas

 

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