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Seca já atinge 70% da Paraíba: Na região, oito municípios registraram chuvas abaixo da média histórica

Na região, oito municípios registraram chuvas abaixo da média histórica

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A seca já atinge mais de 70% da Paraíba, praticamente todo o estado. Dos 223 municípios, 160 apresentam seca moderada ou grave. Enquanto isso, apenas 63 cidades estão em uma condição de vegetação favorável, ou seja, não estão sofrendo com a estiagem.

De acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, desde abril deste ano, 197 municípios da Paraíba são reconhecidos como em situação de emergência, por ocasião da situação de estiagem.

A estiagem ocorre, de forma mais grave, nas microrregiões do Cariri, Seridó e Catolé do Rocha. Apenas em alguns municípios do leste do Estado, incluindo a Zona da Mata e parte do Agreste, a vegetação está verde, ou seja, as condições climáticas continuam favoráveis e a seca ainda não atingiu a vegetação.

No período de 2013 a 2016, a Paraíba foi o terceiro estado do Nordeste a registrar maiores proporções de municípios atingidos pela seca (91,9%), ficando atrás somente do Ceará (97,8%) e do Piauí (93,8%). É o que mostra uma pesquisa divulgada no último dia 05 de julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre o Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic).

O estudo também chamou atenção porque, durante o período, ocorreu algum evento de seca em praticamente metade dos 5.570 municípios do País (48,6%), totalizando 2.706 municípios a registrarem esses eventos climáticos. Apesar do dado alarmante, a maioria dos municípios afetados pela seca no Brasil (59,4%) não conta com um instrumento orientado à prevenção de desastres naturais e apenas 14,7% têm um plano específico de contingência e/ou de prevenção à seca.

A região Nordeste, conhecida pelas secas frequentes, intensas e com profundos impactos socioeconômicos, apresentou a maior proporção de municípios afetados pela seca (82,6%). Esses eventos climáticos muitas vezes tomam proporções de desastre natural, em função da gravidade dos impactos sociais, econômicos e ambientais.

Região

Este ano, após seis anos de invernos irregulares com chuvas abaixo da média, que devastaram a pecuária e a produção agrícola da região, principalmente por meio de irrigação às margens dos rios Piranhas e Peixe, secando os pequenos e até grandes açudes da região, além dos poços artesianos, chegando ao ponto de várias cidades terem ficado sem água nas torneiras, as chuvas em vários municípios não mudaram a dura realidade, pois ficaram bem abaixo da média, de forma que as comunidades rurais continuam sendo abastecidas por caminhões pipa.

Apenas São José de Piranhas teve o privilégio de ter chuvas bem acima da média histórica, passando dos mil milímetros e enchendo logo nos primeiros meses da quadra invernosa, o açude que abastece a cidade e que estava seco, no caso o São José I, conhecido por açude da Cagepa e que tem capacidade para 3 milhões de metros cúbicos de água.

Também choveu bem em Bonito de Santa Fé, Monte Horebe, Cuja população da cidade estavam sem água nas torneiras há vários meses. Isso fez com que o principal açude da região, Engenheiro Ávidos (Boqueirão de Piranhas), que abastece Cajazeiras, onde a população também enfrentava um forte racionamento, tomasse muita água, saído de menos de 10 milhões de metros cúbicos para mais de 60 milhões.

Cachoeira dos Índios e Bom Jesus também registraram boas chuvas. O açude de Lagoa do Arroz, que passou a abastecer parte da cidade de Cajazeiras, também tomou bastante água nos últimos dois invernos. Carrapateira que era um dos municípios mais afetados pela seca também registrou boas chuvas este ano.

Já na região do Vale do Rio do Peixe, o inverno pouco mudou a realidade vivenciada pela população, pois choveu bem abaixo da média, a exemplo de São João do Rio do Peixe, que também ficou sem água nas torneiras, tendo em vista que o açude Chupadouro, que abastecia a cidade secou. A saída foi a implantação de uma adutora de Lagoa do Arroz.

Também choveu pouco em municípios como Bernardino Batista, Uiraúna, Poço Dantas, Santa Helena, Triunfo e Poço de José de Moura.

Cidade                               milímetros

São J de Piranhas              1.021

Cajazeiras                            987

Cachoeira dos Índios          940

Monte Horebe                    849

Bonito S Fé                         842

Bom Jesus                            803

Carrapateira                         802

Santa Helena                        707

São J do R do Peixe             701

Triunfo                                 710

Bernardino Batista               667

Poço de J de Moura             611

Uiraúna                                595

Poço Dantas                         537

Joca Claudino                      512

 

 

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José Ronildo

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