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Vacina contra a Covid-19 poderá ser ministrada a cada seis meses a partir do ano que vem, para garantir imunidade

A partir do ano que vem a vacina contra a Covid-19 poderá ser aplicada na população a cada seis meses. A afirmação foi dada pelo secretário de Estado da Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros. Segundo ele, esta é a expectativa da comunidade científica, considerando o período de imunidade que a vacina garante, atualmente, de acordo com estudos feitos até o momento.

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Geraldo Medeiros disse que, a cada ciclo vacinal, os imunizantes irão se aperfeiçoar, passando a proteger a população contra as novas variantes do novo coronavírus que surgirem. A afirmação foi dada em João Pessoa, durante entrevista ao programa Correio Debate, do Sistema Correio de Comunicação.

Proteção diminui após seis meses

Matéria publicada recentemente pela Agência Brasil mostrou que a proteção contra a covid-19 oferecida por duas doses das vacinas da Pfizer/BioNTech e da Oxford/AstraZeneca começa a diminuir dentro de seis meses, o que mostra a necessidade de doses de reforço, segundo estudo feito por pesquisadores do Reino Unido.

O estudo britânico ZOE Covid apontou que, no caso da vacina Pfizer/BioNTech, a eficácia um mês após a segunda dose, que é de 88%, cai para 74% passados cinco ou seis meses. Para o imunizante da AstraZeneca, a eficácia caiu de 77%, um mês depois, para 67% após quatro ou cinco meses.

O estudo se baseou em dados de mais de 1 milhão de usuários de um aplicativo, comparando infecções relatadas pelos próprios participantes vacinados com casos em um grupo de controle não vacinado.

A matéria da Agência Brasil mostrou ainda que dados de pessoas mais jovens, no entanto, são necessários, porque os participantes vacinados até seis meses atrás tendem a ser idosos, já que essa faixa etária foi priorizada quando as primeiras vacinas foram aprovadas, disseram os autores do estudo.

A ZOE Ltd foi fundada há três anos para oferecer orientações de nutrição personalizadas, com base em conjuntos de exames. O aplicativo ZOE Covid Symptom Study da empresa é uma iniciativa sem fins lucrativos, em colaboração com o King’s College de Londres e financiada pelo Departamento de Saúde e Assistência Social.

Em uma projeção da pior situação futura, sugere a matéria da Agência Brasil, a proteção pode cair para menos de 50% para pessoas mais velhas e profissionais de saúde até o inverno, disse Tim Spector, cofundador da ZOE Ltd e principal autor do estudo.

“Ele está chamando a atenção para a necessidade de alguma ação. Não podemos só esperar para ver a proteção diminuir lentamente, enquanto os casos ainda estão altos e a chance de infecção também ainda está alta”, disse Spector à BBC.

O Reino Unido e outras nações europeias estão planejando uma campanha de reforço de vacina contra covid-19 no final deste ano, desde que especialistas disseram que pode ser necessário administrar a terceira dose aos idosos e aos mais vulneráveis a partir de setembro.

“Isso é um lembrete de que não podemos contar só com as vacinas para evitar a disseminação da covid-19″, disse Simon Clarke, professor-associado de Microbiologia Celular da Universidade de Reading, que não se envolveu com o estudo – com informações da Agência Brasil.

Carlos Magno

 

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